Parte dos meus mundos

Queria já ter escrito, mas só hoje tive a energia para tal. Na sexta-feira não fez grande sentido voltar a casa e não ter cá a companhia da última semana. O nó que senti quando deixei o meu irmão no meu aeroporto e voltei para casa, que em parte se deveu ao enjoo da viagem sempre às curvas, acompanhou-me durante o resto do dia de sexta. Percebi quando acordei que o nó não era do enjoo, esse já tinha passado quando adormeci no carro. O nó era só o resultado da ausência, o voltar à minha rotina, o sentir que uma parte tão importante do meu mundo tinha voltado a desaparecer. Quase como há 6 meses e tal atrás, quando me despedi pela primeira vez.

Esta semana teve tudo. Conversas, como sabia que iriam ser; partilhar, como havia imaginado; passeios, que planeei mil e uma vezes na minha cabeça; companhias, que não esperava mas que acabaram por divertir ainda mais. E deu para matar saudades. Deu mesmo. Mas a despedida apertou ainda mais o coração.

E, se calhar por ter sido na semana em que mais vi o quanto pertenço a Lisboa, apercebi-me de que faz todo o sentido voltar, quando o momento chegar. Não quero ir já, mas quero definitivamente voltar um dia! Apercebi-me também de que o facto de ter dito que não a ficar mais um ano não significa que não esteja a amar a experiência. Estou, e vai custar dizer adeus. Mas prefiro que assim seja, porque será a confirmação do bom que foi ter aceite o desafio. Ficar mais um ano só iria fazer com que uma coisa que é ainda agora um sonho se viesse a tornar um pesadelo. E novos sonhos surgirão, em Lisboa ou fora dela.

Mas nesta semana que passou, em que consegui realmente juntar duas partes dos meus três mundos, compreendi realmente porque é que nunca conseguiria estar eternamente fora de um deles. Tenho sempre de voltar, qualquer que seja o destino.

2 Respostas to “Parte dos meus mundos”

  1. Sabes que uma das maiores coisas que aprendi quando estive em Erasmus é que… O mundo é muito giro, e, na verdade é um enorme puzzle.

    E o espaço onde eu, pecinha, encaixo é em Lisboa 🙂

  2. «Tenho sempre de voltar, qualquer que seja o destino.»
    Lindo! Guarda esta frase!
    BJ

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: