A bagagem que nunca pesa

Às vezes penso que devia fazer mais relatos diários, guardar mais memórias do que faço em cada dia. Outras vezes penso que aquilo que se desvia realmente da rotina, eu vou gravando em mim e nas minhas palavras, de uma forma que saberei sempre ao que me referia em determinado post.

Porque a verdade é que a vida aqui não muda todos os dias. Este ano não é um erasmusII, não é um “sempre mágico” ou um “sempre-em-festa”. Mas continua a ser uma descoberta constante. As conversas cada vez mais longas com todas as faixas etárias; o sentir que pertenço, nos mais variados grupos; a sensação de eficiência e de reconhecimento pessoal, e dos outros também, em relação ao meu trabalho; o aperceber-me de que as coisas que faço com gosto não custam nada e me são totalmente automáticas. Todas as reuniões, todos os jantares nas várias casas, todas as saídas à noite, todos os dias na praia, todos os almoços na Rosa, todas as noites no Zénite, todos os dias de trabalho me têm feito aprender imenso e sei que será isso que me irá acompanhar sempre. Não estou a pensar já no fim, não, mas sei que – quando chegar a altura – são esses os ensinamentos que vão perpetuar. Porque tudo o resto está nas fotos, está nas músicas, está no coração. E vai sempre estar; como Barcelona também está e como Lisboa nunca poderá deixar de estar.

E tenho o coração tão, tão cheio de coisas boas! Há três anos comecei uma vida em Barcelona; este ano uma em Cabo Verde; no futuro, logo se vê…

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