E quando do nada vem a saudade?
Não é a saudade que dói. É só a saudade que se sente. Aquela, que de vez em quando nos faz sorrir, sem que quem nos rodeia perceba o porquê. Aquela que de vez em quando nos faz sentir um quentinho no peito, porque vivemos um bom momento e esse momento foi então recordado. Aquela que, de vez em quando, traz uma lágrima tímida ao canto do olho.
Aquela que nunca passa verdadeiramente e que, por isso, de vez em quando dá o ar da sua graça.
Essas são as boas saudades. Quando, de vez em quando, apetece voltar, mas não é urgente. Quando de vez em quando a força do abraço que iríamos dar consegue ser já sentida, na mente. Quando de vez em quando imaginamos os cheiros que sentimos um dia e isso sabe bem. Quando de vez em quando lembrar alguém de quem gostamos não dói, mas é sentido.
E são essas as saudades que me preenchem, de vez em quando.
26 Outubro, 2011 às 9:28 am
E pronto, está dada a definição de saudade, aquela palavra intraduzível e tão maltratada no dicionário…”Quando, de vez em quando, apetece voltar, mas não é urgente. Quando de vez em quando a força do abraço que iríamos dar consegue ser já sentida, na mente. Quando de vez em quando imaginamos os cheiros que sentimos um dia e isso sabe bem. Quando de vez em quando lembrar alguém de quem gostamos não dói, mas é sentido”
Lindo…