assusta

Posted in Uncategorized on 26 Janeiro, 2012 by eternabarcelonesa

Assusta pensar em regressar; assusta pensar em voltar de onde vim; assusta pensar no que me incomodava lá; assusta pensar no que não teve tempo de mudar. Assusta pensar num projecto meu; assusta pensar nas responsabilidades que isso traz; assusta pensar no tempo que ocupará; assusta pensar no risco que corro. Assusta pensar que pode falhar; assusta pensar no que posso perder; assusta pensar que pode não resultar. Assusta pensar num projecto a dois; assusta pensar num futuro conjunto; assusta pensar numa hipotética família; e assusta pensar como um adulto.

Mas enche-me o coração pensar em regressar; enche-me o coração pensar em voltar de onde vim; enche-me o coração pensar que já consigo lidar com o que me incomodava lá; enche-me o coração pensar no que vou redescobrir. Enche-me o coração pensar num projecto meu; enche-me o coração sentir-me responsável; enche-me o coração saber que terei o tempo ocupado; enche-me o coração a adrenalina do risco. Enche-me o coração acreditar que não falha; enche-me o coração investir tudo como se não pudesse perder nada; enche-me o coração acreditar que resultará. E enche-me o coração pensar num projecto a dois; enche-me o coração a ideia de um futuro conjunto; enche-me o coração fazer planos de família; mas principalmente enche-me o coração pensar como um adulto.

Perfect

Posted in Uncategorized on 8 Janeiro, 2012 by eternabarcelonesa

Now, as before, as always.

Ich liebe dich meine Fledermaus.*

para ti

Posted in Uncategorized on 13 Dezembro, 2011 by eternabarcelonesa

antes, hoje e para sempre.

Christmas time

Posted in Uncategorized on 29 Novembro, 2011 by eternabarcelonesa

Não é novidade para ninguém que me conheça que adoro a altura do natal. Gosto do frio, que de repente se sente quente. Gosto do calor da família à volta da mesa. Gosto até da, talvez hipócrita, solidariedade que se espalha pela cidade. Nesta altura, por nenhuma razão em particular, a esperança toma conta de mim. A confiança de que vai correr tudo bem, de que tudo vai encontrar o seu lugar, enche-me a alma. E o sonho de, um dia, reunir à mesa uma família ainda maior, aquece-me o coração. Continuo a sonhar, como em todos os anos anteriores, com um natal com a família de sempre a juntar-se às minhas crianças e a mim e ao respectivo. Continuo a sonhar com a manhã de natal, connosco no sofá, enroscados numa manta, com chocolates quentes para todos e as crianças a abrirem os últimos presentes.
E continuo a sonhar com isso, porque embora ainda não seja este ano, continuo a confiar que esse dia chegará. Até lá, vou desfrutando destas épocas natalícias, que no mês de Dezembro ainda são toleráveis. Agora sim, o meu espírito de natal começa a entrar em casa!

Não é uma questão duvidosa…

Posted in Uncategorized on 13 Novembro, 2011 by eternabarcelonesa

… tenho saudades e pronto! Tenho saudades das cachupas; tenho saudades dos cheiros; tenho saudades do calor; tenho saudades da praia;, tenho saudades tuas; tenho saudades deles; tenho saudades do mercado; tenho saudades do zenite; tenho saudades da língua; tenho saudades das estrelas; tenho saudades da paz; tenho saudades do mergulho; tenho saudades da diferença; tenho saudades da vida…
Tenho saudades, no fundo!…

Na cidade é mais fácil…

Posted in Uncategorized on 27 Outubro, 2011 by eternabarcelonesa

…há mais para ver, é certo. Há muito mais para distrair, também. A cabeça anda sempre ocupada, com mil coisas para fazer. São dezenas de coisas que se vão acumulando numa listinha; uma lista que por mais que vá sendo riscada, tem sempre mais alguma linha a preenchê-la. Nunca nada está acabado. Nunca nada chegou ao fim. Há sempre algo por tratar, alguma coisa por fazer. “Então e não é bom? Não era isso que querias?”. Sim, quero dizer, achava que sim. É bom, sim; gosto de estar ocupada. Bom, e daí, os sentimentos de impotência, de incapacidade, de obstáculos no caminho, são tão grandes ou maiores do que os do passado. “Bom, mas ao menos concentras-te no presente e esqueces o passado!” Sim, quero dizer, acho que sim. Concentro-me no presente sim. Esqueço o passado, sim; ou melhor… não penso nele. Será o mesmo que esquecer? Duvido…
Antes, revoltava-me com o deixa andar de aldeia; aqui irrita-me a incapacidade dos citadinos. Antes, frustravam-me as dificuldades de acesso às coisas; aqui há demais, nunca nada é suficiente. Lá tentava que aspirassem a mais, aqui esforço-me por mostrar que menos é suficiente. O que aqui é um drama que tem de ser resolvido na hora, lá era um obstáculo que poderia ser passado em um, dois, ou três dias, quando não chegava a ser uma ou duas semanas. E é isso que mais me frustra cá. A mentalidade citadina, de quem tem tudo mas ainda quer mais, que não sabe o bem que sabe uma noite sem luz ou um dia sem água, uma noite igual a tantas outras, no bar do costume. Porque aqui nunca se valoriza o que se tem, o que está próximo, o que é importante.
E se nos outros isso já me irrita, quando me começa a afectar também a mim, quando começa a mudar aquilo em que me tornei no ano passado, aí transtorna-me ainda mais. Porque adorei quem fui no ano passado. Porque mal ou bem tinha sempre paz à minha volta. E aqui não tenho. Nem interior, nem exterior. E isso é que me altera profundamente o estado de espírito com que encaro esta etapa.

E quando do nada vem a saudade?

Posted in Uncategorized on 14 Outubro, 2011 by eternabarcelonesa

Não é a saudade que dói. É só a saudade que se sente. Aquela, que de vez em quando nos faz sorrir, sem que quem nos rodeia perceba o porquê. Aquela que de vez em quando nos faz sentir um quentinho no peito, porque vivemos um bom momento e esse momento foi então recordado. Aquela que, de vez em quando, traz uma lágrima tímida ao canto do olho.
Aquela que nunca passa verdadeiramente e que, por isso, de vez em quando dá o ar da sua graça.

Essas são as boas saudades. Quando, de vez em quando, apetece voltar, mas não é urgente. Quando de vez em quando a força do abraço que iríamos dar consegue ser já sentida, na mente. Quando de vez em quando imaginamos os cheiros que sentimos um dia e isso sabe bem. Quando de vez em quando lembrar alguém de quem gostamos não dói, mas é sentido.

E são essas as saudades que me preenchem, de vez em quando.

As rotinas do antigamente

Posted in Uncategorized on 29 Setembro, 2011 by eternabarcelonesa

Uma tarde de praia, com o sol mais quente do último mês; as conversas até ao fim, de outros tempos e mundos; a amizade sentida em cada palavra trocada; o regresso à casa vazia depois de um dia cheio; o duche quente, que fez falta, e as gotas que se sentem frias na pele queimada; a tranquilidade, a seguir ao banho, de uma casa silenciosa mas nem por isso solitária; o vestir para sair à noite, ainda que seja só a uns passos da porta.

Sentir a paz cada vez mais perto; ouvir o silêncio da tranquilidade; confiar de que vai mesmo ficar tudo bem. Mas ter ainda, como sempre e para sempre, as saudades e as memórias muito perto, perto dos olhos e do coração.

Se eu dissesse tudo aquilo que sinto…

Posted in Uncategorized on 18 Setembro, 2011 by eternabarcelonesa

…dizia-te olá todas as manhãs; dizia-te boa noite sempre que me fosse deitar; contava-te cada pormenor do meu dia, o que me faz rir e o que me faz chorar. Se eu dissesse tudo aquilo que sinto, saberias que o teu nome me vem à cabeça várias vezes ao dia, mesmo quando não há razão lógica para que aconteça; saberias que o meu coração se aperta quando ouço falar criolo ou vejo uma imagem que reflecte o calor e tranquilidade tropicais que aí vivi. Se eu dissesse tudo aquilo que quero, repetiria vezes sem conta que o que quero é ter-te cá, perto; que o quero é poder mostrar-te o meu mundo, tal como me mostraste uma parte do nosso. Se eu dissesse tudo aquilo que me faria feliz, saberias que tu eras uma parte integrante dessa felicidade; que aquilo que me faz feliz agora não é o suficiente, porque ainda faltas tu.
Mas digo o que devo e não o que sinto, porque é o que devo fazer que me vai levar a um futuro saudável, não o que sinto ou o que desejo que pudesse ser. Não pode, e tenho de o aceitar, porque nós quisémos que assim (não) fosse. E é por isso também que não quero que digas o que sentes, porque me custa saber que queres o mesmo que eu, que também desejas que pudesse ser diferente…

The best I ever had

Posted in Uncategorized on 12 Setembro, 2011 by eternabarcelonesa

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